Arquivo da Categoria 'Música'

A música e a animação assombrosas de Chad VanGaalen

Wednesday, September 3rd, 2008

Músico e animador canadense, Chad VanGaalen é um artista arredio que prefere trabalhar em suas artes em sua casa na cidade de Calgary. Mas não é um tempo passado em vão. Que o diga a impressionante Molten Light, canção e videoclipe de VanGaalen que impressiona por sua fantasmagórica beleza, e que faz parte do álbum “Soft Airplane”, lançado neste mês de setembro.

Outras músicas e animações de Chad VanGaalen, como a mesmerizante Clinically Dead, estão disponíveis no site de sua gravadora.

Ronaldo afirma: “Achei meu pau no lixo”

Monday, May 12th, 2008

Antes que você pense que o título deste post faz referência ao Gordômeno, saibam que Ronaldo é o nome artístico do publicitário mineiro Jorge Netto, que adotou a mesma alcunha do jogador predileto dos travestis depois de compor uma canção, em 2006, sobre um jogador de futebol que brochou depois de ouvir sua amante gritar no meio do clímax, ao pior estilo Galvão Bueno, seu nome: “Rrrrrronaaaaaaaaldôôôôô!!!!!!!!!”

Ronaldo, cantor de Pau no Lixo.

No final de 2007 Ronaldo foi apadrinhado pelo produtor Rick Bonadio, o mesmo (ir)responsável por bandas como Mamonas Assassinas, CPM 22, Hateen e Bro’z. Está pra lançar o seu primeiro álbum, que além de “Ronaldo” trará outras canções como “Canto das Baleias” e a música que inspirou o título deste post, a singela “Pau no Lixo”. Composta em parceria com Fred Gontijo, foi também a música escolhida para a produção do primeiro videoclipe de Ronaldo. Tem potencial para estourar nas rádios? Depois do recente incidente protagonizado por Ronalducho Fenômeno, creio que sim. Até porque a letra traz versos de um lirismo quase comovente: “Outro dia alguém falou/ Que me viu com uma véia/ Será que foi sua avó?/ Não faço a menor idéia”. Confiram a música através do vídeo abaixo e do MySpace de Ronaldo.

Em tempo: se alguém duvida do potencial radiofônico das bandas produzidas por Rick Bonadio, basta lembrar que, além dos grupos supracitados, Bonadio conseguiu emplacar até mesmo um rap cantado por uma animação. Ou você já havia se esquecido do Gorillaz brasileiro, o cachorro Dogão e seu one-hit wonder “Dogão é Mau”, do, hmm, inolvidável refrão “Uhu/ Dogão é mau/ Dogão é mau au/ Uhu/ Dogão é mau, au, au/ Hip how, hip hey”?

Via Bitácora do Pedrox.

Jeff Buckley

Saturday, April 26th, 2008

Apague a luz, a fim de apreciar uma boa música da maneira mais apropriada: de olhos fechados, para que a mente possa viajar longe. Depois, ouça Grace ou Last Goodbye usando seu melhor par de fones de ouvido. Se você completar a audição de uma destas músicas sem sentir um nó na garganta, sinto muito: você deve ter alguma falha grave de caráter.

“My fading voice sings of love, but she cries to the clicking of time”

Descobri Jeff Buckley há relativamente pouco tempo, graças ao saudoso Napster. Estava eu procurando por uma versão decente de Calling You, quando me deparei com a cover de um certo Buckley. Downloadeei o arquivo mp3 simplesmente por puxar, e fiquei embasbacado: quem era o dono daquela voz extraordinária, que deixara meus ouvidos boquiabertos? Imediatamente passei a procurar na Web por todas as suas canções. Consolidei, enfim, minha primeira impressão: a obra de Jeff Buckley é um amálgama de folk, blues, jazz e rock da mais alta qualidade artística, com canções que falam sobre espiritualidade, dor e redenção.

“A desert road from Vegas to nowhere, some place better than where you’ve been”

Após descobrir a obra, vim a conhecer sua biografia. Jeffrey Scott Buckley foi o fruto indesejado de um casamento fracassado entre Mary Guibert e Tim Buckley. Tim, que foi outro brilhante cantor e compositor, separou-se de sua esposa quando ela ainda estava grávida, afastando-se do filho a fim de prosseguir com sua carreira musical. Só veio a encontrá-lo uma única vez, em 1975, quando Jeff já tinha oito anos. Poucas semanas depois, Tim morreu devido a uma superdose de heroína, aos 28 anos de idade.

“I love you, but I’m afraid to love you”

Jeff viria a lapidar seus dons musicais no circuito de bares e clubes underground de Nova York. Logo surgiram as inevitáveis comparações com Tim, uma legenda musical devido ao seu talento e, claro, à sua morte precoce. Jeff nunca superou totalmente a ausência do pai durante sua infância. Em uma entrevista, declarou: “Quando nasci, meu avô me olhou e disse, ‘yeah, ele se parece exatamente com um filho da puta’”. Mas Jeff logo provaria ter talento suficiente para ofuscar comparações. Contratado pela Columbia, gravou seu primeiro álbum, Grace, em 1994, imediatamente reconhecido pela crítica como um dos melhores lançamentos daquele ano. Um disco precisamente definido pelo jornalista Bill Flanagan como pertencente à rara estirpe das obras que, mais do que meramente inspirar, fomentam maiores aspirações artísticas, por instigar músicos a partirem em busca da superação de seus limites criativos.

“Kiss me, please kiss me, but kiss me out of desire, babe, and not consolation”

Jeff sempre foi avesso a badalações midiáticas. Quando recebeu uma cópia da revista People, que incluíra seu nome na lista das 50 pessoas mais bonitas do ano de 1995, ele jogou longe o exemplar, dizendo: “isso não significa porra nenhuma”. Em busca da paz necessária, pôs o pé na estrada, viajando com sua banda pela América e pela Europa. Seu novo álbum só começaria a ser gravado três anos após Grace. No dia 29 de maio de 1997, feliz com os resultados das primeiras gravações, Jeff resolveu se dar uma folga. Viajou até a marina de Mud Island Harbor, às margens do mítico rio Mississipi. Mergulhou para nunca mais voltar: seu corpo foi encontrado quatro dias depois. Aos 29 anos de idade, Jeff Buckley repetiu o prematuro final de seu pai, deixando em vida apenas um álbum e alguns singles gravados: seu breve, mas precioso legado.

Mallu Magalhães: do MySpace para o “Altas Horas” e o mundo afora

Thursday, March 6th, 2008

mallu-magalhaes.jpgA esta altura do campeonato, suponho que você já tenha ao menos ouvido falar no nome de Mallu Magalhães, uma cantora paulistana de meros 15 anos de idade que vem conquistando todos que atestam, por meio das músicas postadas em seu MySpace, que todo o hype que está sendo criado em torno de seu nome não é injustificado. Na entrevista que concedeu a Daniela Arrais da Folha de S. Paulo, a simpática e tímida enfant terrible da música brasileira diz que ainda se atrapalha com o repentino assédio dos novos fãs angariados por suas canções: “No MySpace já aprovei mais de 4.500 pedidos. No Orkut, meu perfil ficou lotado. Criei outro, mas mesmo assim tive que recusar muita gente, porque não cabia mais. Tem dia que eu penso: vou tirar meia hora só para aceitar; mas é tanta gente, que eu clico, clico e não acaba. Me esforço, mas não consigo acompanhar o ritmo. E fico até triste. Mas sempre que dá eu tento. Gosto de, pelo menos, deixar um recado para a pessoa, agradecendo”.

Antes de ser contagiado pelo zunzunzum em torno do seu nome na internet, vi Mallu pela primeira vez em sua cativante participação no programa Altas Horas, de Serginho Groisman. Uma guria espontânea que se diz influenciada por Johnny Cash, Bob Dylan, Beatles e Belle and Sebastian, com um jeito levemente estabanado e uma doce voz, certamente merece meu respeito. Caso você ainda não conheça Mallu Magalhães, veja o vídeo abaixo, fuce as quatro músicas disponíveis em seu MySpace e junte-se ao clube dos fãs que torcem para que esta garota seja capaz de manter seu jeito despachado de ser apesar do assédio da fama repentina e os holofotes midiáticos sob sua cabeça.

Apóie esta campanha: show grátis do Bob Dylan já!

Wednesday, March 5th, 2008

Campanha em prol de show do Bob Dylan ao ar livre em Sampa!

Taí uma campanha que precisa de todo o nosso apoio: “Eu Quero Ver Show Grátis do Bob Dylan ao Lado do Senador”. Segundo Artur Tavares, do site da Rolling Stone Brasil, o show aberto em Sampa City aconteceria no domingo, dia 9 de março. Porém, a Prefeitura de SP precisa levantar entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões em patrocínios a fim de viabilizar esse show, que poderá rolar em locais como o Parque do Ibirapuera, o Museu do Ipiranga ou a Estação da Luz. Dedos cruzados, pois: já que você, assim como este que vos escreve, não se dispôs a pagar entre R$ 250 e R$ 900 pelos ingressos dos shows de Dylan em São Paulo, ajude a divulgar esta campanha cívica para que possamos ouvir “Blowin’ in the Wind” na voz de seu compositor.

Como bonus track deste post, segue abaixo o vídeo de Eduardo Suplicy, pai do Supla e senador pelo estado de São Paulo, assassinando o clássico de Dylan. Ninguém merece passar pela vida tendo ouvido “Blowin’ in the Wind” unicamente na voz do Suplicy!

P.S.: Como avisou o leitor Douglas nos comentários deste post, o sonho de ver Bob Dylan na faixa já morreu na praia. :(

Aprenda a dançar com James Brown e pegue mais mulheres que o Cafa!

Wednesday, February 27th, 2008

Você tem xaveco mais fraco que minhoca com anemia? Dança de maneira mais desajeitada que boneco de posto de gasolina? Não se preocupe mais, seus problemas acabaram! Com as aulas de dança de mestre James Brown, você vai dominar passos como o Bugaloo, o Funky Chicken, o Camel Walk e o Robot, tornando-se a sensação das pistas!

Depois, bastará você botar uma foto sua sem camisa no seu Messenger, seguir atentamente cada lição do Manual do Cafajeste, dançar nas baladas feito o Padrinho do Soul e, pronto, prepare-se para ver as menininhas gritando diante de sua presença como no vídeo abaixo. Ah, não se esqueça de renovar seu estoque de camisinhas!

Homer Simpson, o pai do grunge?

Friday, February 1st, 2008

A temporada atual dos Simpsons, que foi finalizada antes de greve dos roteiristas, anda realmente inspirada. Depois do episódio que cita o famoso vídeo de Noah Kalina no YouTube, chegou a vez do desenho criado por Matt Groening pegar inspiração no rock de Seattle, exibindo Homer Simpson como o verdadeiro criador do grunge.

As cenas disponíveis no YouTube (ao menos enquanto a Fox não tirá-las do ar) mostram Kurt Loder apresentando o MTV News, uma música calcada em “Glycerine”, da sumida banda Bush e uma seqüência satirizando a cena em que o personagem de Michael J. Fox em De Volta Pro Futuro inspira Chuck Berry a criar o rock n’ roll. Sensacional! Pra mim, esse episódio é o prenúncio da volta dos anos 90. Aguardem, pois, pela proliferação de festas ao melhor estilo Trash 80’s e Ploc 80’s!

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