Arquivo da Categoria 'Cultura Trash'

Ronaldo afirma: “Achei meu pau no lixo”

Monday, May 12th, 2008

Antes que você pense que o título deste post faz referência ao Gordômeno, saibam que Ronaldo é o nome artístico do publicitário mineiro Jorge Netto, que adotou a mesma alcunha do jogador predileto dos travestis depois de compor uma canção, em 2006, sobre um jogador de futebol que brochou depois de ouvir sua amante gritar no meio do clímax, ao pior estilo Galvão Bueno, seu nome: “Rrrrrronaaaaaaaaldôôôôô!!!!!!!!!”

Ronaldo, cantor de Pau no Lixo.

No final de 2007 Ronaldo foi apadrinhado pelo produtor Rick Bonadio, o mesmo (ir)responsável por bandas como Mamonas Assassinas, CPM 22, Hateen e Bro’z. Está pra lançar o seu primeiro álbum, que além de “Ronaldo” trará outras canções como “Canto das Baleias” e a música que inspirou o título deste post, a singela “Pau no Lixo”. Composta em parceria com Fred Gontijo, foi também a música escolhida para a produção do primeiro videoclipe de Ronaldo. Tem potencial para estourar nas rádios? Depois do recente incidente protagonizado por Ronalducho Fenômeno, creio que sim. Até porque a letra traz versos de um lirismo quase comovente: “Outro dia alguém falou/ Que me viu com uma véia/ Será que foi sua avó?/ Não faço a menor idéia”. Confiram a música através do vídeo abaixo e do MySpace de Ronaldo.

Em tempo: se alguém duvida do potencial radiofônico das bandas produzidas por Rick Bonadio, basta lembrar que, além dos grupos supracitados, Bonadio conseguiu emplacar até mesmo um rap cantado por uma animação. Ou você já havia se esquecido do Gorillaz brasileiro, o cachorro Dogão e seu one-hit wonder “Dogão é Mau”, do, hmm, inolvidável refrão “Uhu/ Dogão é mau/ Dogão é mau au/ Uhu/ Dogão é mau, au, au/ Hip how, hip hey”?

Via Bitácora do Pedrox.

Clássicos da internet: Luiz Pareto e o trote da Telerj

Monday, March 10th, 2008

O advogado Luiz Henrique de Carvalho Pareto tornou-se uma celebridade na internet brasileira por um singelo motivo: ele foi vítima do mais famoso trote telefônico, conhecido como o “Trote da Telerj”. Se você esteve em outro continente nos últimos vinte anos e nunca ouviu falar dessa história, confira o vídeo abaixo antes de prosseguir com a leitura deste texto.

O trote foi gravado em meados dos anos 80 e tornou frases como “hein, meu filho?”, “você tem a voz ihstranha, você é meio viado?”, “cê tem a voz fina, parece um viado” e “grandes merda ser adevogado, todo adevogado é viado merrrrmo” bordões de toda uma geração de desocupados. Em 2001, o finado site E-Fanzine, concebido por Sérgio Sá Leitão, entrevistou com exclusividade o Dr. Luiz Pareto a fim de saber o que ele achava da repercussão do seu trote, que antes mesmo da chegada da internet no Brasil circulava entre amigos por meio de fitas-cassete. Eis algumas das declarações concedidas pelo Dr. Pareto:

“Qual é a graça? Por que as pessoas perdem tempo ouvindo essas besteiras?”

“Até hoje tem gente que liga de madrugada pra minha casa, é um inferno. Semana passada ligaram quatro vezes no mesmo dia. Na época, eu fui até na Polícia, mas eles disseram que não podiam me ajudar”.

“Tem gente que liga aqui para o escritório dizendo que é o advogado fulano de tal, querendo conversar sobre um inventário, e quando eu atendo vejo que é brincadeira. Eu queria descobrir uma maneira de acabar com isso”.

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Luiz Pareto tentava se proteger das aporrinhações alheias de todas as maneiras. Adquiriu diversos aparelhos identificadores de chamadas, jamais atendia a ligações a cobrar e mudou o número do seu telefone de casa. Só não aceitou a idéia de tirar o seu nome da lista telefônica. E assim foi até a sua morte, ocorrida no dia 6 de setembro de 2006. O advogado mais aporrinhado da história da Telerj faleceu aos 91 anos de idade, e ganhou até mesmo citação no site Find a Grave, dedicado a reproduzir fotos de lápides de personalidades.

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O homem morre, fica a lenda. O site Fala Pareto, criado pelo profissional de TI Bruno Lustosa, disponibiliza um arquivo mp3 do trote e ainda compila algumas sátiras baseadas nos diálogos trocados entre Pareto e os “funcionários” da Telerj Zé Augusto, Eliseu Drummond e Paulo José. A transcrição completa do trote está disponível no site Pode Falar. Membros da comunidade no Orkut Trote da TeleRJ criaram uma camiseta cujas instruções para aquisição estão disponíveis neste tópico. O mito continua. :)

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O primeiro amor de Rambo. E o último.

Friday, March 7th, 2008

Os machos também amam. Que o diga John James Rambo, o personagem imortalizado por Sylvester Stallone. Em Rambo II - A Missão, filme de 1985, nosso herói é mortalmente atingido na alma quando sua namorada vietnamita, a agente anti-comunista Co Pao (interpretada por Julia Nickson), morre alvejada por uma bala. E isso justamente no momento em que Rambo estava afrouxando sua carapuça de macho insensível e revelando seu verdadeiro eu interior! Confiram a seguir uma rara cena de interlúdio romântico do homem originalmente programado para matar.

Depois de perder o único amor de sua vida, danou-se; Rambo desatou a tocar o horror mundo afora. Que o diga seu irmão gêmeo, Stallone Cobra, que no filme que protagonizou em 1986 proferiu um dos mais líricos diálogos de todos os tempos.

Pra dançar créu tem que ter disposição!

Wednesday, January 30th, 2008

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Cada geração tem o Tchan que merece. Aliás, quem diria que o grupo inicialmente capitaneado por Beto Jamaica, Cumpadre Washington, Jacaré, Débora Brasil e Carla Perez na, hmm, formação crássica, surgiu para o cenário musical tupiniquim há quase quinze anos?

Pois bem: a onda agora é a indefectível Dança do Créu, uma espécie de amálgama entre a axé music baiana surgida nos anos 90 e o pornofunk que apareceu primeiro no Rio e depois infectou o resto do Brasil no final do século passado. Composta por Sérgio Costa, que hoje em dia é mais conhecido, compreensivelmente, pela alcunha de MC Créu, tornou-se a música (sic) do verão de 2008 por aplicar-se perfeitamente ao conceito que os alemães sintetizam em uma única palavra: “ohrwurm”, cuja tradução literal é “verme de ouvido”. Ou seja: toda música que, feito um vírus, contamina os tímpanos de toda uma população, fazendo com que incautos como eu e você não consigam tirá-la da cabeça.

Além da canção ser pegajosa feito chiclete na sola do sapato, a Dança do Créu também tornou-se sucesso graças à, hmm, coreografia criada pelas dançarinas Daiane e Andressa, moças de abundantes dotes corporais. O destaque fica por conta de Andressa, conhecida também pela alcunha de “Garota Melancia”: a moça tem expressionantes 121 centímetros de quadris! Para termos de comparação: na sua época de loira do Tchan, Carla “I de iscolar” Perez tinha 102 cm de derrière.

Em matéria publicada na revista Viva!, a repórter Daniele Maia, com o auxílio de duas modelos, ensina passo a passo como se faz pra aprender a coreografia do funk do Créu até a velocidade cinco. Siga por sua própria conta e risco. Ou não.

Via Bobagento.

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