Um dos melhores quadros do CQC - Custe o Que Custar, programa exibido pela Band nas noites de segunda-feira, é o “Top Five”. Neste quadro a la Rob Fleming, a produção do programa escolhe a dedo momentos, hmm, peculiares exibidos na televisão brasileira. Confiram a seguir o Top 5 do programa de estréia. Destaco em especial os momentos do “Jogo da Vida”, o “significa” do Ronnie Von e os sensacionais dedinhos esotéricos de Ione Borges desejando: amor, carinho, amizade, força e, ohhhh, felicidade…
A seguir, vejam o “Top Five” do segundo programa capitaneado por Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos. O grande destaque, merecidamente, ficou com Palmirinha, a inolvidável cozinheira da TV Gazeta. Em tempo: abstraiam, por favor, as piadas (sic) do Rafinha sobre alcoólicos anônimos e geografia…
Segundo Tay Zondan, vencedor da categoria “Música” pela sua intragável “Chocolate Rain” (clique no link por sua própria conta e risco), o YouTube Video Awards é o novo Emmy, o novo Oscar, o novo People’s Choice Awards. Será que é pra tanto? Aguardemos para ver. De qualquer modo, a segunda edição deste evento anual promovido pelo YouTube, cujos vencedores são escolhidos por voto popular, distribuiu prêmios em doze categorias, dentre elas as de “Comédia”, “Vídeo Mais Criativo” e “Curta-Metragem”.
Decisões democráticas não estão livres de escapar de polêmicas. De qualquer modo, reservo um destaque especial neste post para a categoria mais fofinha do YouTube Video Awards: o vídeo mais adorável. Vejam só que cuti-cuti é a produção a seguir, apropriadamente intitulada de “Laughing Baby”…
Não deixa de ser curioso comparar a singela produção acima com o vencedor de 2006 da mesmíssima categoria, o belo curta animado “Kiwi!”, de Dony Permedi. Embora seja, vá lá, realmente “adorável”, será que os espectadores deste vídeo não perceberam que o protagonista desta animação é um animal com sérias tendências suicidas?
Em tempo: confiram no Google Discovery do meu colega Renê Fraga as listas completas de ganhadores das duas primeiras edições do YouTube Video Awards em 2006 e em 2007.
É no mínimo curioso resgatar como era a visão do futuro das gerações passadas. Vide, por exemplo, o vídeo a seguir, produzido na década de 30, que procurou prever como seria a moda do ano 2000. A roupa customizável para mudanças de temperaturas, por exemplo, seria algo bastante útil de se aplicar a uma cidade como Sampa City, cujo clima volúvel às vezes contém as quatro estações do ano num dia só. Atentem, ainda, para o sensacional gadget exibido no último modelo do vídeo.
Outro vídeo interessantíssimo garimpado do YouTube é a animação “TV of Tomorrow”, produzida pelo genial Tex Avery em 1953. O desenho demonstra as precariedades tecnológicas da televisão daqueles tempos, mas não deixou de acertar em algumas de suas previsões…
Ah, os indefectíveis anos 80. Quantos crimes não foram cometidos em teu nome? Quantos e-mails não foram reencaminhados enésimas vezes a você, obrigando você a resgatar das catacumbas de sua memória itens como cubo mágico, Genius, as antigas embalagens de isopor do Big Mac, Ursinho Blau-Blau e gel new wave? E olhem que, por causa da Rede Globo, que editava as aberturas de todos os enlatados que eram exibidos em sua programação, fomos poupados de ver coisas como esta pérola do kitsch: os créditos iniciais de “Automan”.
Se você sobreviveu à visão dos defeitos especiais e, principalmente, do horrendo tema de abertura dessa série, à base de sintetizadores, tecladinhos sem-vergonha e baterias eletrônicas, parabéns: você merece ver algo menos pior. Confiram a abertura original de “Magnum”, série na qual Tom Selleck personificava um detetive bigodudo que morava no Havaí.
Carlos Cardoso, blogueiro capetalista com quem travo uma disputa velada para ver quem descobre as maiores tosqueiras da Web (em especial, ligadas aos eighties), foi o (ir)responsável pelo vídeo que justificou o resgate de empoeiradas aberturas de seriados: uma simulação, realizada pelo pessoal do CollegeHumor, de como seriam os créditos de “Lost” caso a série tivesse sido contemporânea de “Agentes da Felicidade”, “Na Mira do Tira”, “Dama de Ouro”, “Águia de Aço”, “A Super Máquina” e outros seriados que delatam minha idade atual.
Para encerrar esta breve coletânea de aberturas reais ou não de séries, um clássico da minha geração: “Super-Herói Americano”, seriado exibido nos tempos em que o SBT era melhor conhecido pela alcunha de TVS, sobre um professor que ganhava superpoderes mas não sabia como utilizá-los porque perdera o manual de instruções. Os balzaquianos feito eu que vos escreve não se esqueceram do tema musical que embala esta abertura: “Believe It Or Not”, cantado por Joey Scarbury.
O advogado Luiz Henrique de Carvalho Pareto tornou-se uma celebridade na internet brasileira por um singelo motivo: ele foi vítima do mais famoso trote telefônico, conhecido como o “Trote da Telerj”. Se você esteve em outro continente nos últimos vinte anos e nunca ouviu falar dessa história, confira o vídeo abaixo antes de prosseguir com a leitura deste texto.
O trote foi gravado em meados dos anos 80 e tornou frases como “hein, meu filho?”, “você tem a voz ihstranha, você é meio viado?”, “cê tem a voz fina, parece um viado” e “grandes merda ser adevogado, todo adevogado é viado merrrrmo” bordões de toda uma geração de desocupados. Em 2001, o finado site E-Fanzine, concebido por Sérgio Sá Leitão, entrevistou com exclusividade o Dr. Luiz Pareto a fim de saber o que ele achava da repercussão do seu trote, que antes mesmo da chegada da internet no Brasil circulava entre amigos por meio de fitas-cassete. Eis algumas das declarações concedidas pelo Dr. Pareto:
“Qual é a graça? Por que as pessoas perdem tempo ouvindo essas besteiras?”
“Até hoje tem gente que liga de madrugada pra minha casa, é um inferno. Semana passada ligaram quatro vezes no mesmo dia. Na época, eu fui até na Polícia, mas eles disseram que não podiam me ajudar”.
“Tem gente que liga aqui para o escritório dizendo que é o advogado fulano de tal, querendo conversar sobre um inventário, e quando eu atendo vejo que é brincadeira. Eu queria descobrir uma maneira de acabar com isso”.
Luiz Pareto tentava se proteger das aporrinhações alheias de todas as maneiras. Adquiriu diversos aparelhos identificadores de chamadas, jamais atendia a ligações a cobrar e mudou o número do seu telefone de casa. Só não aceitou a idéia de tirar o seu nome da lista telefônica. E assim foi até a sua morte, ocorrida no dia 6 de setembro de 2006. O advogado mais aporrinhado da história da Telerj faleceu aos 91 anos de idade, e ganhou até mesmo citação no site Find a Grave, dedicado a reproduzir fotos de lápides de personalidades.
O homem morre, fica a lenda. O site Fala Pareto, criado pelo profissional de TI Bruno Lustosa, disponibiliza um arquivo mp3 do trote e ainda compila algumas sátiras baseadas nos diálogos trocados entre Pareto e os “funcionários” da Telerj Zé Augusto, Eliseu Drummond e Paulo José. A transcrição completa do trote está disponível no site Pode Falar. Membros da comunidade no Orkut Trote da TeleRJ criaram uma camiseta cujas instruções para aquisição estão disponíveis neste tópico. O mito continua. :)
Os machos também amam. Que o diga John James Rambo, o personagem imortalizado por Sylvester Stallone. Em Rambo II - A Missão, filme de 1985, nosso herói é mortalmente atingido na alma quando sua namorada vietnamita, a agente anti-comunista Co Pao (interpretada por Julia Nickson), morre alvejada por uma bala. E isso justamente no momento em que Rambo estava afrouxando sua carapuça de macho insensível e revelando seu verdadeiro eu interior! Confiram a seguir uma rara cena de interlúdio romântico do homem originalmente programado para matar.
Depois de perder o único amor de sua vida, danou-se; Rambo desatou a tocar o horror mundo afora. Que o diga seu irmão gêmeo, Stallone Cobra, que no filme que protagonizou em 1986 proferiu um dos mais líricos diálogos de todos os tempos.
A esta altura do campeonato, suponho que você já tenha ao menos ouvido falar no nome de Mallu Magalhães, uma cantora paulistana de meros 15 anos de idade que vem conquistando todos que atestam, por meio das músicas postadas em seu MySpace, que todo o hype que está sendo criado em torno de seu nome não é injustificado. Na entrevista que concedeu a Daniela Arrais da Folha de S. Paulo, a simpática e tímida enfant terrible da música brasileira diz que ainda se atrapalha com o repentino assédio dos novos fãs angariados por suas canções: “No MySpace já aprovei mais de 4.500 pedidos. No Orkut, meu perfil ficou lotado. Criei outro, mas mesmo assim tive que recusar muita gente, porque não cabia mais. Tem dia que eu penso: vou tirar meia hora só para aceitar; mas é tanta gente, que eu clico, clico e não acaba. Me esforço, mas não consigo acompanhar o ritmo. E fico até triste. Mas sempre que dá eu tento. Gosto de, pelo menos, deixar um recado para a pessoa, agradecendo”.
Antes de ser contagiado pelo zunzunzum em torno do seu nome na internet, vi Mallu pela primeira vez em sua cativante participação no programa Altas Horas, de Serginho Groisman. Uma guria espontânea que se diz influenciada por Johnny Cash, Bob Dylan, Beatles e Belle and Sebastian, com um jeito levemente estabanado e uma doce voz, certamente merece meu respeito. Caso você ainda não conheça Mallu Magalhães, veja o vídeo abaixo, fuce as quatro músicas disponíveis em seu MySpace e junte-se ao clube dos fãs que torcem para que esta garota seja capaz de manter seu jeito despachado de ser apesar do assédio da fama repentina e os holofotes midiáticos sob sua cabeça.